Governo quer melhorar capacidade do Porto de Lisboa com investimento de 746 milhões de euros


Ana Paula Vitorino apresentou esta sexta-feira a Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária, na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa, que prevê um investimento em todo o país "na ordem dos 2,1 e 2,5 mil milhões de euros", sendo que 746 milhões serão investidos em diversas infraestruturas do Porto de Lisboa.
O investimento no porto de Lisboa "engloba a navegabilidade do Tejo, o novo terminal, o novo aumento de eficiência e também investimentos de outra natureza, como seja nos sistemas de segurança, nos sistemas de aumento da sustentabilidade ambiental e também de promoção da ligação à economia do mar e à ciência", através do Campus do Mar, concretizou a responsável.
Os investimentos nos terminais "ainda que avultados, são investimentos maioritariamente privados", salientou a ministra, em declarações aos jornalistas no final da apresentação.
Já "os investimentos no Campus do Mar [plataforma que irá localiza-se na Doca de Pedrouços, em Lisboa, e irá concentrar atividades ligadas ao mar e de investigação], e os investimentos de sustentabilidade ambiental são essencialmente públicos, mas para os quais há fundos comunitários", salientou Ana Paula Vitorino.
Durante a apresentação, a ministra afirmou que o objetivo para o porto de Lisboa passa por "incrementar o tráfego fluvial e a capacidade de movimentação de carga", falando em aumentos na ordem dos 49% (em termos de carga total) e 155% (em termos de carga contentorizada).
A estratégia do Governo passa por "dois tipos de metas": um crescimento nos cruzeiros, através do novo terminal de Santa Apolónia, e também "uma política comercial mais agressiva".
Na sua intervenção a Presidente da APL, Lídia Sequeira, destacou os grandes projetos para o Porto de Lisboa pormenorizando objetivos, prazos, investimento e impactes, desde o novo Terminal de cruzeiros de Santa Apolónia à navegabilidade do Tejo por transporte fluvial até Castanheira do Ribatejo, passando pelo projeto de aumento da eficiência do Terminal de Alcântara e do novo Terminal multimodal do Barreiro. Referiu ainda a líder da administração portuária que este programa de investimentos é sobretudo para ser realizado com financiamento privado, num total estimado de 546M€, até 2026, tornando o Porto de Lisboa "inovador, eficiente, sustentável".
Para o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, presente na apresentação, o propósito é aproveitar este desenvolvimento para criar "uma grande cidade região, uma cidade com duas margens, e que precisa de se reequilibrar do ponto de vista funcional, tecnológico, territorial e social".
"E consideramos que investimentos com esta importância podem dar contributos para a criação desta região, que é importante [a nível regional], mas eu diria que é muito importante para o país", salientou Carlos Humberto de Carvalho.
Na mesma linha, o seu homólogo da capital, Fernando Medina, defendeu que a "grande questão" é como se consegue aproveitar o potencial do estuário "como fonte de riqueza e de aceleração do crescimento da região e do país".
"Eu acho que vê mal, eu acho que vê pequeno, eu acho que vê de forma paroquial quem pensar na margem norte que o seu desenvolvimento se faz limitando o desenvolvimento da margem sul", advogou.
Por outro lado, o líder do executivo municipal de Lisboa apontou que "vê bem quem estiver a ver que nós em conjunto teremos, e estamos a disputar, a nossa inserção metropolitana com o conjunto de áreas metropolitanas na Europa e no mundo", uma vez que "a competição verdadeira" são "outras metrópoles do mundo".
No início do mês, os presidentes das Câmaras Municipais de Lisboa, Barreiro e Setúbal tomaram uma posição conjunta, defendendo a "instalação de um novo terminal" portuário no Barreiro e o aprofundamento "dos canais de acesso ao porto de Setúbal".
Com Agência LUSA

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