Funchal estreia abastecimento de GNL a navios
Pela primeira vez no mundo, um porto ilhéu abasteceu de GNL um navio de grandes dimensões. A honra cabe ao porto do Funchal. A estreia aconteceu ontem com o AIDAprima e é mais um resultado do gasoduto virtual criado pelo Grupo Sousa.

GNL - GásLink - Funchal

O porto do Funchal é o único porto português já capaz de fornecer GNL aos navios atracados e integra o clube restrito de três portos do Sul da Europa nessas condições, que inclui também Barcelona e Roma.

O AIDAprima, o maior e mais moderno navio de cruzeiros do operador alemão, dispõe de um sistema de alimentação bi-fuel, a diesel e GNL. No caso, o GNL é usado essencialmente para assegurar as necessidades energéticas do navio enquanto se encontra atracado, reduzindo assim as emissões poluentes.

A operação de abastecimento de ontem foi realizada com recurso a um contentor-cisterna criogénico de 40?, que transportou o GNL da unidade de enchimento da Vitória até ao porto do Funchal. O fornecimento esteve a cargo da Gaslink, empresa do Grupo Sousa.

Daqui para a frente, e até 16 de Abril de 2017, o AIDAprima abastecer-se-á semanalmente no Funchal de GNL.

Um gasoduto virtual

O porto madeirense é, assim, o primeiro do mundo localizado numa ilha a abastecer os navios de GNL. Algo só possível porque o Grupo Sousa montou, em 2014, um “gasoduto virtual” para abastecer de GNL a Empresa de Electricidade da Madeira (EMM).

Na prática, a solução então desenhada consiste em transportar o GNL entre o Continente e a região autónoma utilizando contentores-cisterna criogénicos, capazes de manter o GNL a temperaturas na casa dos 150 graus negativos. Os contentores são cheios em Sines, transp0rtados por rodovia até Lisboa, embarcados num dos navios do Grupo Sousa (que detém a Boxlines e a PCI), desembarcados no Funchal e transportados até à Central Termoelétrica da Vitória.

Até ao momento, a EMM era a única cliente da GásLink, a empresa criada para assegurar o contrato de fornecimento de oito anos. Agora com o abastecimento dos navios da AIDA ahre-se outra oportunidade de negócio.

A experiência madeirense poderá, aliás, vir a ser exportada para outras paragens, nomeadamente para a Cabo Verde, para onde o Grupo Sousa olha cada vez mais atentamente.

 Fonte: T&N

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