COSTA PORTUGUESA COMO ÁREA DE EMISSÕES CONTROLADAS COLOCA DÚVIDAS DE CONCRETIZAÇÃO
COSTA PORTUGUESA COMO ÁREA DE EMISSÕES CONTROLADAS COLOCA DÚVIDAS DE CONCRETIZAÇÃO

A possibilidade de definir a costa portuguesa como área de emissões controladas coloca dúvidas pela dificuldade de abranger todos os navios que passam ao largo, e pelos impactos económicos, afirmou esta quarta-feira o diretor geral de Recursos Naturais.

Devido à "área alargada" em que se processa "a travessia de navios na nossa zona, mas cujo destino não são portos portugueses, é mais difícil de implementar uma medida desta natureza", defendeu o diretor geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), José Simão, durante uma audição em comissão parlamentar.

O controlo das emissões de poluentes atmosféricos pelos navios já tem regras europeias e, "com uma eventual antecipação, haverá impacto negativo [na atividade dos portos], nomeadamente em Sines", estrutura que está em concorrência direta com outras no norte de África ou no sul de Espanha, acrescentou José Simão.

O responsável esteve numa audição na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, juntamente com o subdiretor da Autoridade Marítima Nacional, Carlos Soares, para darem opinião sobre a possibilidade de Portugal definir a costa como área de emissões controladas.

Em causa está a análise de um projeto de resolução apresentado pela partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) para recomendar ao Governo que declare a costa portuguesa como Área de Emissões Controladas.

Fonte: NL APP

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