Portos voltam a perder cargas em Fevereiro
Pelo quarto mês consecutivo, os portos do Continente perderam cargas em termos homólogos. No balanço dos dois primeiros meses de 2018 a perda é de 8%, ou 1,3 milhões de toneladas, para um total de 14,7 milhões, divulgou a AMT.



Para o bem e para o mal, Sines define muito o comportamento global do sector portuário nacional. E se no início de 2017 (e não só) foi determinante para o rápido crescimento registado, agora, no arranque de 2018, é o principal responsável pelas perdas.

No comunicado relativo aos resultados de Janeiro e Fevereiro, a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) chama a atenção para isso e detalha referindo que o porto alentejano “na Carga Contentorizada contribui [para as perdas] com -826,9 mil toneladas (correspondente a uma quebra de -20,7%), nos Produtos Petrolíferos, com -531,6 mt (-23,1%), no Petróleo Bruto, com -147,3 mt (-8%) e no Carvão, com -171,2 mt (-20,5%)”.

Leixões e Aveiro em máximos

Tudo somado, Sines perdeu 1,7 milhões de toneladas. De pouco valendo os ganhos de cerca de 500 mil toneladas dos demais.

Merecem destaque Leixões e Aveiro, que continuam a registar os melhores resultados de sempre para o período em análise. Leixões cresceu 5% e chegou aos 3,1 milhões de toneladas. Aveiro subiu 21,6% e tocou as 904 mil toneladas. No primeiro caso foi determinante o petróleo bruto; no segundo os produtos petrolíferos.

Em alta estiveram também Lisboa (+3,9% para 1,9 milhões de toneladas, com uma forte ajuda dos produtos agrícolas), Setúbal (+3,3% e 1,1 milhões de toneladas) e Figueira da Foz (+21,6%, 345 mil toneladas).

Viana do Castelo fez 61 mil toneladas e Faro 13 mil.

Granéis sólidos em alta

Olhando para os grandes agregados de cargas movimentadas, só os granéis sólidos cresceram nos dois primeiros meses do ano: 3,8% para 3,1 milhões de toneladas. Essencialmente à custa dos produtos alimentares, já que o carvão e minérios caíram 15,6% e 30,8%, respectivamente.

Os granéis líquidos recuaram 9,6% para 5,4 milhões de toneladas, penalizados sobretudo pelos produtos petrolíferos -14,8%) e pelo petróleo bruto (-2,9%).

A carga geral ficou perto dos 6,2 milhões de toneladas (-11,7%), com a carga contentorizada a cair 12,7%. De pouco valeu o aumento de quase 20% da carga ro-ro.

Fevereiro caiu 8,5%

Em Fevereiro, o conjunto dos portos do Continente movimentou sete milhões de toneladas, o que representa um recuo de 8,5%. Em alta apenas estiveram os “outros” granéis sólidos, os produtos agrícolas e a carga ro-ro.

A pior performance foi dos granéis líquidos (-17,1%, 2,4 milhões de toneladas). A carga geral recuou 8,4% para 3,1 milhões de toneladas. E os granéis sólidos subiram 9,6% e chegaram aos 1,5 milhões de toneladas.

Fonte: Transportes & Negócios

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