| MINISTRA DO MAR APONTA NAVEGABILIDADE DO TEJO DENTRO DE UM ANO |
Ana Paula Vitorino quer que os estudos dos canais de navegação, que serão também entre as duas margens, estejam concluídos até março. Já a plataforma de Castanheira do Ribatejo do grupo ETE terá a primeira fase pronta no primeiro semestre.
Na apresentação da embarcação multifunções construída pelo grupo ETE para uma empresa do Uruguai, que teve lugar esta segunda-feira no Porto de Lisboa, a ministra adiantou que os estudos dos canais de navegação está em fase de conclusão. E que esses canais não serão apenas entre montante e jusante, mas também entre as duas margens do Tejo. A governante pretende que os estudos estejam prontos até final do primeiro trimestre.
Por seu lado, o projeto da plataforma de Castanheira de Ribatejo, do grupo ETE, obteve já a declaração de impacte ambiental, estando neste momento a ser implementadas as medidas de mitigação.
Luís Figueiredo, administrador do grupo, adiantou que a primeira fase estará concluída ainda no primeiro semestre deste ano, num investimento de cinco milhões de euros, entre construção e equipamento. As outras fases avançarão, disse, à medida que a procura for atingindo determinados patamares.
Relativamente às embarcações, Luís Figueiredo salientou que já hoje o grupo tem barcaças para transporte de cereais e clínquer e que faz esse transporte regularmente entre o Mar da Palha e Alhandra.
O projeto visa que o transporte fluvial de contentores e outras mercadorias possa ser feito entre os terminais do porto de Lisboa e a plataforma logística, retirando camiões das estradas.
O grupo ETE apresentou esta segunda-feira o Punta Tigre, nome da embarcação construída pela sua participada Navaltagus em seis meses, que no Uruguai estará envolvida nas operações de apoio à frota que abastece uma das maiores fábricas de celulose do mundo.
Na compra da embarcação e preparação do projeto, o investimento do grupo ETE rondou um milhão de dólares.
O negócio de construção e reparação naval do grupo cresceu 48% nos últimos três anos e empregava no ano passado 351 trabalhadores, diretos e indiretos, ou seja mais 20% do que em 2015.
Ana Paula Vitorino salientou, por seu lado, que uma das metas da estratégia para o aumento da competitividade portuária até 2026 é o aumento do volume de negócios da indústria naval em 50%, defendendo esta indústria "como um dos grandes impulsionares do crescimento da economia azul em Portugal".
Fonte: Jornal de Negocios |
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