APDL tem interessados no novo terminal de contentores
A APDL já recebeu “várias manifestações de interesse” de investidores no novo terminal de contentores de Leixões, garantiu ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS a presidente do Porto, Guilhermina Rego.

Porto de Leixões
Se tudo correr como previsto, no final de 2023 o novo terminal de contentores, com fundos de -14,8 metros, a localizar no actual terminal multiusos, estará operacional. O primeiro passo para a sua construção foi hoje assinalado, com o lançamento do concurso para o prolongamento do quebra-mar exterior e o aprofundamento do canal de acesso e da bacia de rotação.

O novo terminal disporá de uma frente de cais de 360 metros e de um terrapleno de 16 hectares. A capacidade anual será de 435 mil TEU. Demasiado pouco para ser viável como uma concessão autónoma? Guilhermina Rego, presidente da APDL, garantiu que não e a “prova”, diz, é que a administração portuária já recebeu “várias” manifestações de interesse.

O novo terminal poderá receber navios de maior dimensão, que hoje não podem ser operados nos terminais concessionados à Yilport. Como coexistirão as duas infra-estruturas? De novo, a presidente do Porto de Leixões, questionada a propósito pelo TRANSPORTES & NEGÓCIOS, afastou a existência de qualquer problema. Além do mais, sublinhou, a concessionária “se quiser, pode concorrer” ao terminal. Coisa diferente será poder a Yilport ficar com todos os terminais. Sobre isso, Guilhermina Rego remeteu para o regulamento do concurso, que ainda não tem data marcada.

O investimento privado no novo terminal é de 70 milhões de euros, a suportar pelo futuro concessionário.

147 milhões para acessibilidades
A ministra do Mar esteve hoje em Leixões (pela segunda vez este mês) para assinalar o lançamento do concurso para a melhoria das acessibilidades marítimas e apresentar o terminal de -14 metros.

Ana Paula Vitorino destacou o vultuoso investimento público a realizar em Leixões (147 milhões de euros, sendo 50 milhões de fundos comunitários), justificando-o com a necessidade de manter o ritmo de crescimento do porto nortenho, pois só assim ele se poderá manter na primeira linha do mercado.

A ministra sublinhou também as mais-valias que decorrerão do investimento, desde logo propiciando o investimento privado no novo terminal de contentores, com as vantagens que daí decorrerão, com o porto a passar a ter capacidade para movimentar 1,2 milhões de TEU/ano.

Ana Paula Vitorino realçou igualmente a preocupação de fazer crescer Leixões com os mínimos impactos negativos para a comunidade envolvente. Desde logo, a comunidade piscatória que, por força da construção do terminal de contentores, passará a dispor de um “novo” terminal pesqueiro, “naturalmente” dentro do porto de Leixões.

Investimentos “cirúrgicos”
Em tempo de anúncio de investimentos, a ministra do Mar deu conta de outros investimentos previstos pela APDL, investimentos dir-se-ia “cirúrgicos”, de pequena monta, mas com impacto nas operações.

Cinco milhões de euros serão aplicados na frente de cais do terminal de contentores Sul, para melhorar as condições de segurança e operacionalidade.

Cerca de 18,5 milhões de euros destinar-se-ão ao alinhamento de algumas centenas de metros da frente de cais da Doca 1, preparado-a ao mesmo tempo para vir a ter fundos de -12 metros.

Também a plataforma logística de Leixões será concluída, referiu a ministra, sem avançar números.

Finalmente, last but not the least, a APDL irá dedicar 1,35 milhões de euros à construção de uma réplica do Titan, o guindaste que esteve envolvido nas obras de construção de Leixões e que é um ícone do porto. O Titan original ainda lá está, mas o seu estado de degradação já não permite recuperação.

Fonte: Transportes e Negócios

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