Prolongamento do quebra-mar de Leixões avança
O processo  de prolongamento do quebra-mar de Leixões vai prosseguir, enquanto um grupo de trabalho tratará de mitigar os possíveis efeitos negativos da obra, apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS.


 

A decisão saiu da reunião que ontem juntou, na APDL, a ministra do Mar, a presidente da APDL, os presidentes das câmaras municipais do Porto e de Matosinhos, membros das duas vereações, o vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente e o presidente da Comunidade Portuária de Leixões, entre outros.

A iniciativa do encontro partiu da própria Ana Paula Vitorino, em resposta às críticas do Moviment0 que apoia o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, aos impactos negativos do prolongamento em 300 metros do quebra-mar de Leixões, no âmbito da melhoria das acessibilidades marítimas ao porto nortenho e da futura construção do novo terminal de contentores de -14 metros.

Ao que o TRANSPORTES & NEGÓCIOS apurou, a ministra do Mar insistiu na importância do desenvolvimento do porto de Leixões para a economia nacional e na disponibilidade do ministério para avaliar e minorar os efeitos secundários das obras, na qualidade das águas, das praias e das actividades económicas e lúdicas que usufruem do mar na zona envolvente do porto.

Sem surpresa, os autarcas do Porto e Matosinhos subscreveram a importância de Leixões, mas insistiram na necessidade de acautelar os impactos negativos em termos ambientais e económicos.

Da discussão  construtiva que se prolongou saiu, então, a decisão de manter o processo em curso  tal como publicamente defendeu a Comunidade Portuária -, com a garantia de a APDL ir dinamizar um grupo de trabalho técnico para avaliar as intervenções necessárias para melhorar o projecto e reduzir as suas consequências negativas.

Recorde-se que aquando da recente apresentação da obra das acessibilidades marítimas, no Terminal de Cruzeiros de Leixões, a ministra Ana Paula Vitorino disse haver cinco milhões de euros para mitigar os efeitos negativos.

Uma curiosidade: o projecto do novo terminal de contentores de Leixões e da melhoria das acessibilidades marítimas vem já do tempo em que o presidente da Comunidade Portuária de Leixões era Rui Moreira.

Fonte: Transportes e Negócios

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