Saiba o que vai mudar no Porto de Leixões - parte 2
(continuação)

O que defendem os surfistas?

A par das 14 escolas de surf, em Matosinhos, existem várias lojas de venda e aluguer de equipamento para a prática da modalidade. Os surfistas acreditam que o prolongamento do quebra-mar vai acabar com as ondas na praia de Matosinhos e aumentar a poluição da água.

Aquando da apresentação do projeto, a ministra do Mar anunciou que existe uma almofada financeira, no valor de dois milhões de euros, para todos os que vivem daquela atividade. Decorrem as negociações entre os surfistas e a APDL, mas ainda sem acordo.

Os desportistas já se manifestaram várias vezes contra a ampliação do paredão. A primeira iniciativa foi um cordão humano na Praia de Matosinhos. Foi criada também uma petição pública - "Diz não ao paredão" - para exigir a suspensão da obra.

O que dizem as câmaras do Porto e de Matosinhos?

Ambas as câmaras sublinham a importância da obra para melhorar a competitividade do porto de Leixões. No entanto, apresentam algumas reservas relativamente aos possíveis impactos ambientais e económicos da construção. As autarquias, assim como a APDL, a Comunidade Portuária, o provedor do cliente de Leixões e a a Agência Portuguesa do Ambiente integram uma comissão de acompanhamento, criada para analisar os impactos da empreitada.

A Câmara de Matosinhos aprovou, em reunião, uma moção na qual considera que a obra de extensão do molhe não deve ser adjudicada, enquanto não for conhecido o "projeto global" para Leixões, bem como os respetivos impactos ambientais. Também a Câmara do Porto já pediu a reavaliação do projeto.

Fonte: Jornal de Notícias
https://www.jn.pt/local/noticias/porto/matosinhos/interior/saiba-o-que-vai-mudar-no-porto-de-leixoes-10740724.html

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