APDL: Obras no quebra-mar de Leixões não acabarão com ondas nem com o ‘Surf’
Citada pela Lusa, a presidente do conselho de administração da APDL, Guilhermina Rego, veio a terreiro esclarecer algumas dúvidas sobre a empreitada referente ao prolongamento do quebra-mar exterior do Porto de Leixões, uma obra que tem suscitado queixas por parte de alguns grupos de cidadãos e deputados.

Em declarações captadas e difundidas pela Lusa, Guilhermina Rego garantiu que o projecto «não vai acabar com as ondas nem com o surf, nem vai transformar a praia num lago», assim respondendo directamente a uma das maiores preocupações dos contestatários. «Nos estudos técnico-científicos não temos nenhum indicador, não temos nenhum indicador mesmo, que nos permita dizer que não vai haver praia ou não vão existir ondas», vincou.

APDL realizou sessão de esclarecimento
Nas suas instalações, em Matosinhos, a APDL realizou uma sessão de esclarecimentos sobre a esta obra, que, recorde-se, integra um plano de investimento de cerca de 217 milhões de euros, dos quais 147 são investimento público, a fim de aumentar a competitividade portuária do porto nortenho. Este desígnio tem encontrado forças de resistência, tanto nos partidos como nos autarcas e algumas franjas da população.

Guilhermina Rego explicou que a APDL encontra-se a desenvolver conversações com os envolvidos no projecto, desde comunidade piscatória, surfistas ou restauração, de modo a reduzir e a «mitigar» os impactos das intervenções previstas (prolongamento do quebra-mar exterior, aprofundamento do canal de entrada, do anteporto e da bacia de rotação, a criação do novo terminal no molhe sul e a melhoria das condições de operação do porto de pesca).

Adiamento dos projectos condicionará evolução do porto
Hugo Lopes, da Direcção de Obras e Equipamentos da APDL, foi parte activa durante a sessão de esclarecimentos: o engenheiro explicou que as alterações serão «indispensáveis» à modernização da infra-estrutura portuária, frisando que, caso não avancem, outros possíveis investimentos ficarão «significativamente condicionados» – o seu adiamento conduzirá, alertou o especialista, à estagnação (nacional e ibérica) do desenvolvimento do porto.

Hugo Lopes lembrou que, hoje em dia, as operações de entrada e saída de navios de maior dimensão apenas são executadas sob condições climáticas favoráveis, o que implica que exista, por vezes, necessidade de esperar vários dias para um navio conseguir entrar – tais compassos de esperam provocam custos adicionais significativos, de cerca de 18.000 dólares por dia e por navio, explicou o engenheiro.

Alterações não eliminarão as ondas da praia
Hugo Lopes referiu que a praia não vai ficar sem ondas, mas em algumas direcções, principalmente na zona Norte, terão menor altura. A propagação da maré – que gera correntes e determina a salinidade da água – junto à praia não é afectada pelo projecto, detalhou.

Fonte: Revista Cargo

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