Lisboa continua a perder contentores
As greves podem ter acabado, mas nos dois primeiros meses de 2019 o porto de Lisboa perdeu mais 8 000 TEU, ou 11,2%, face ao período homólogo de 2018.


No final de Fevereiro, Lisboa soma 64 690 TEU movimentados, apenas 13% do total nacional.

A performance da capital contrasta com os número globais dos portos do Continente, que atingiram no mesmo período 495 798 TEU movimentados, com um ganho de 10%.

Leixões é o porto que mais cresce, em termos percentuais: 17,8%, para 110 785 TEU, um recorde para o período. Sines acumula um ganho de 14,1% e um total de 291 961 TEU. E Setúbal avança 3% até aos 24 931 TEU.

Note-se que, no caso de Sines, e ao invés do que costuma salientar, desta feita o relatório da AMT destaca a redução da importância relativa dos movimentos de transhipment face ao forte crescimento dos movimentos com o hinterland. Uma mudança a que não será estranha, por exemplo, a estratégia combinada da MSC e Medway nas relações com Espanha.

Em sentido contrário, mas com reduzido impacto na contabilidade geral, a Figueira da Foz cai 12,3% para 3 431 TEU.

Leixões em destaque
Considerando apenas Fevereiro, Leixões volta a destacar-se, com uma subida de 14,3% face ao mesmo mês do ano passado e um registo de mais de 55 mil TEU.

Além de Leixões, só Sines pisa terreno positivo (mais 5,8%), com 131 522 TEU.

Lisboa perde 9,3% (34 259 TEU), Setúbal cede 0,1% (12 2o3 TEU) e a Figueira da Foz tomba 23,4% (1 658 TEU).

Contas feitas, em Fevereiro o movimento de contentores nos portos do Continente atingiu 234 750 TEU, com um ganho homólogo de 4,5%.

Fonte: Transportes e Negócio

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