Portos nacionais perderam 10% em Julho
Pelo segundo mês consecutivo, o movimento de mercadorias nos portos nacionais caiu, em Julho, mais de 10%. Nos sete meses do ano, as perdas chegam aos 4,8%.


Os dados são da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). Em Julho, os portos nacionais movimentaram 7,5 milhões de toneladas, menos 10,1% que no período homólogo de 2018.

Sines destacou-se nas perdas, com uma quebra de 26,.2%, para 3,3 milhões de toneladas. Setúbal afundou 29,8% para 448 mil toneladas.

Ao invés, Leixões avançou 25,3% até aos 1,9 milhões de toneladas, Lisboa cresceu 7,9% e superou o milhão de toneladas e Aveiro subiu 4,7% às 468 mil toneladas.

Sines é o mais castigado
Em termos acumulados, os portos do Continente processaram 52,2 milhões de toneladas nos primeiros sete meses do ano, menos 4,8% do que no mesmo período do ano passado.

Em termos absolutos, Sines é o porto mais castigado e isso, pela sua importância no sistema, faz toda a diferença. O porto alentejano somou 25,5 milhões de toneladas, com uma perda homóloga de 8,1%.

Já Leixões e Aveiro continuam a destacar-se pela positiva, somando sucessivos recordes nos períodos acumulados. Leixões superou os 11,5 milhões de toneladas (mais 1,2% em termos homólogos), enquanto Aveiro aproximou-se dos 3,2 milhões de toneladas (mais 2,7%). A crescer também, mas sem impacto nos números globais, Viana do Castelo ultrapassou as 237 mil toneladas, num salto de mais 15,7%.

Lisboa e Setúbal continuaram em perda: 5% e 2,1%, respectivamente, para 6,6 milhões e 3,95 milhões de toneladas.

Petróleo e contentores
A quebra continuada da importação de combustíveis fósseis, agravada pela paragem programada da central termoeléctrica de Sines e as perturbações laborais naquele porto são as principais causas apontadas pela AMT para os números negativos dos primeiros sete meses do ano.

Só em Sines, perderam-se dois milhões de toneladas de carga contentorizada, 911 mil toneladas de petróleo bruto e 447 mil toneladas de carvão (em Julho não se movimentou nada).

Acresce a perda de 313 mil toneladas na movimentação de petróleo bruto em Leixões.

Em termos globais, dos 52,2 milhões de toneladas movimentadas entre Janeiro e Julho, 19,3 milhões (menos 0,2%), corresponderam a granéis líquidos (com o petróleo bruto a recuar 15%); 10,3 milhões a granéis sólidos (menos 8,8%), com o carvão a perder 17%; e 22,5 milhões a carga geral (menos 6,8%), com a carga contentorizada a ceder 8,9%.

Leixões brilha nos contentores

O movimento de contentores até ao final de Julho atingiu is 1,649 milhões de TEU, 4,3% abaixo do registado há um ano.

Leixões continuou em grande, com um total de 408 317 TEU, a crescer 11,1%. Ao passo que Sines movimentou 874 634, menos 10,9%.

Lisboa cedeu apenas 1% para 269 129 TEU, enquanto Setúbal recuou 6% para 84 528. Na Figueira da Foz contaram-se 12 731 TEU (mais 8,8%).

Só em Julho, movimentaram-se 234 812 TEU, menos 10,8% em termos homólogos, com Leixões a avançar 19,3% e Sines a recuar 22,8%.

Fonte: Transportes e Negócios

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