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Em memória do Comandante Miguel Conceição

 

 

 

 

Assinalamos já três anos sobre o trágico acidente que vitimou o nosso colega Comandante Miguel Conceição – uma data de pesar para a família, colegas, amigos deste que é / foi um de nós e, por isso, igualmente, uma data de pesar para todos os Pilotos da Barra de Portugal.

Desde essa data fatal, que as atenções a questões basilares relativamente à segurança dos Pilotos da Barra e de toda a orgânica envolvente, se reforçou e levou a que fossem envidados esforços que se traduziram na forma de:

  • Aquisição de equipamentos,
  • No curso de sobrevivência e resgate para pilotos e tripulações das lanchas, ministrado pelo ISN,
  • Na sensibilização e no aumento da consciencialização dos pilotos para a sua segurança individual,
  • Na criação de um código de boas práticas para embarque e desembarque dos pilotos.

No entanto, a segurança em geral, e a dos pilotos em especial, é um processo dinâmico. O risco continua presente, como se verificou com a queda à água, há cerca de um ano no Porto de Sines – felizmente, e também devido a algumas das ações encetadas, o mesmo não teve consequências de maior.

O contexto pandémico que nos surpreendeu no ano de 2020, veio atrasar muitos planos, nomeadamente o da Formação. No entanto, outros aspectos há, que necessitam de atenção urgente e célere:

  • Definição de limites operacionais,
  • Do resgate em condições adversas,
  • Da criação de listas de verificação para situações de emergência,
  • Ou até mesmo um plano de exercícios.

Estes são fatores críticos para a nossa salvaguarda, e que não podem esperar por uma data que todos desconhecem e que marcará esta pandemia como terminada. Até porque, durante estes tempos de luta contra o novo coronavírus, os Pilotos foram dos que se mantiveram sempre no activo.

O estado de restrições, a que a pandemia nos obriga, não deve servir como justificativa para o afastamento e não dinamização de acções que contribuam para a nossa segurança de forma continuada.

Individualmente, somos os principais responsáveis, perante nós, as nossas famílias e amigos, por chegarmos sãos e salvos todos os dias a casa. Como tal, cabe-nos cumprir as (escassas) normas existentes e incentivar a criação de procedimentos de segurança, independentemente, da maior ou menos celeridade de algumas Organizações ou Instituições.

De forma exemplificativa, a acção independente dos colegas ingleses em relação às trap doors – é um claro caso de que nós, como indivíduos, também temos um papel proactivo e único no incrementar da nossa segurança.

Por fim, e regressando à razão porque todas estas questões merecem local de destaque, nas agenda de discussões nos órgãos competentes e junto dos nossos pares: porque há uma memória de um profissional e excelente ser-humano que se perdeu de forma trágica e cruel, e de uma forma que não queremos nem repetida nem semelhante para que, os nossos não tenham que passar pelo sofrimento que os seus, ainda hoje, passam; porque há uma memória que tem e deve ser honrada e não pode ser esquecida.

Deixar, assim, um sentido abraço de conforto, em mais este dia tão triste à Isabel, ao Francisco, bem como restante família e amigos do nosso colega Cte. Miguel Conceição e garantir que esta perda não foi em vão.

 

Os colegas do Porto de Lisboa irão prestar uma sentida homenagem no dia 28/2 às 0915 que poderá ser seguida em:

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